O site http://www.leituramaisneurociencias.com/ divulga as ações, publicações, softwares e cursos para professores e pesquisadores interessados no tema: leitura e neurociência.
Além do site, outra forma de conhecer mais sobre o assunto é assistir o programa Café Filosófico com a coordenadora Prof. Angela Naschold https://www.youtube.com/watch?v=kWZGbDNQDRM
sábado, 19 de setembro de 2015
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Comparing good and poor readers' comprehension
COMPARING GOOD AND POOR READERS’ COMPREHENSION
Lucilene Bender de Sousa (PUCRS – Brazil)
Lilian Cristine Hübner (PUCRS – Brazil)
Reading comprehension is a multicomponent process that requires the efficiency of text-based
representation and the construction of a situational model (KINTSCH, 1998). The first highly
relies on word recognition, linguistic knowledge and memory capacity. The second depends
more on world knowledge, integration and inference generation. A good text understanding is
reached when readers are able to represent the mainpropositions in memory but also to
integrate the text content to their previous knowledge and experience. This research aims to
investigate if good and poor readers’ comprehensiondiffers on text-based representation
and/or situational model by assessing their readingcomprehension through literal and
inferential questions in reading and listening comprehension tasks. The participants were 139
students at the 8th grade of public schools recruited from a group of 336 8th graders. They all
accomplished a reading and a listening comprehension task with 6 texts (3 oral and 3 written)
each followed by 5 multiple choice questions, summing up 30 points, 15 for each tasks. The
groups were classified according to their performance in the reading task: good readers had
scores at least 1 standard deviation above the meanand poor readers at least 1 standard
deviation below the mean. After selecting the groups, their performance on literal and
inferential questions was compared. The comparisonswere done by non-parametric statistical
tests, as the variables were not normally distributed. The results showed that both groups were
better answering literal questions as compared to inferential ones on reading (Z = - 6,97;
p = 0,001) and on listening (Z = -2,80; p = 0,001) task. Table 1 presents the means and
standard deviations of the percentage of right answers for each group. Good readers had
significant better performance in literal and inferential questions.

The results seem to confirm the hypothesis that poor readers have difficulty in inference
generation. According to Kintsch’s Construction Integration theory, building a coherent
situational model is a complex task and may be challenging even for good readers. On the
other hand, it was surprising that poor readers also have low performance on literal questions,
which reflects problems on text-based representation. This study showed that Brazilian young
readers with low reading ability even after eight years of formal education still struggle on
basic reading processes as text-based representation. It also shows that poor readers have
difficulty in generating inferences while resolvingreading and listening comprehension tasks.
These results have important educational implications pointing to the necessity of providing
poor readers with instruction on complex as well ason simple reading processes. Moreover,
instruction on inference generation may be extendedto oral text comprehension activities.
REFERENCE
Kintsch, W. (1998). Comprehension: a paradigm for cognition. Cambridge: Cambridge
University Press.
Trabalho apresentado no 3rd Apoll International Psycholinguistics Congress - anais completos disponível em http://ipcinrio.sciencesconf.org/resource/page/id/18
Lucilene Bender de Sousa (PUCRS – Brazil)
Lilian Cristine Hübner (PUCRS – Brazil)
Reading comprehension is a multicomponent process that requires the efficiency of text-based
representation and the construction of a situational model (KINTSCH, 1998). The first highly
relies on word recognition, linguistic knowledge and memory capacity. The second depends
more on world knowledge, integration and inference generation. A good text understanding is
reached when readers are able to represent the mainpropositions in memory but also to
integrate the text content to their previous knowledge and experience. This research aims to
investigate if good and poor readers’ comprehensiondiffers on text-based representation
and/or situational model by assessing their readingcomprehension through literal and
inferential questions in reading and listening comprehension tasks. The participants were 139
students at the 8th grade of public schools recruited from a group of 336 8th graders. They all
accomplished a reading and a listening comprehension task with 6 texts (3 oral and 3 written)
each followed by 5 multiple choice questions, summing up 30 points, 15 for each tasks. The
groups were classified according to their performance in the reading task: good readers had
scores at least 1 standard deviation above the meanand poor readers at least 1 standard
deviation below the mean. After selecting the groups, their performance on literal and
inferential questions was compared. The comparisonswere done by non-parametric statistical
tests, as the variables were not normally distributed. The results showed that both groups were
better answering literal questions as compared to inferential ones on reading (Z = - 6,97;
p = 0,001) and on listening (Z = -2,80; p = 0,001) task. Table 1 presents the means and
standard deviations of the percentage of right answers for each group. Good readers had
significant better performance in literal and inferential questions.
The results seem to confirm the hypothesis that poor readers have difficulty in inference
generation. According to Kintsch’s Construction Integration theory, building a coherent
situational model is a complex task and may be challenging even for good readers. On the
other hand, it was surprising that poor readers also have low performance on literal questions,
which reflects problems on text-based representation. This study showed that Brazilian young
readers with low reading ability even after eight years of formal education still struggle on
basic reading processes as text-based representation. It also shows that poor readers have
difficulty in generating inferences while resolvingreading and listening comprehension tasks.
These results have important educational implications pointing to the necessity of providing
poor readers with instruction on complex as well ason simple reading processes. Moreover,
instruction on inference generation may be extendedto oral text comprehension activities.
REFERENCE
Kintsch, W. (1998). Comprehension: a paradigm for cognition. Cambridge: Cambridge
University Press.
Trabalho apresentado no 3rd Apoll International Psycholinguistics Congress - anais completos disponível em http://ipcinrio.sciencesconf.org/resource/page/id/18
terça-feira, 5 de maio de 2015
Desafios na avaliação da compreensão leitora
Lucilene Bender de Sousa
Lilian Cristine Hübner
Este artigo aborda importantes desafios na construção de tarefas de avaliação da compreensão leitora, revisando dois aspectos cruciais: as demandas cognitivas presentes nas tarefas e a leiturabilidade textual. Ao longo da revisão reflete -se sobre a complexidade envolvida na avaliação da compreensão leitora juntamente com os cuidados e os critérios a serem tomados quando da construção das tarefas em relação aos dois aspectos discutidos (demandas cognitivas e leiturabilidade). Na primeira parte, o artigo apresenta diferentes tipos de tarefas que buscam investigar o produto da compreensão leitora, destacando seus objetivos e limitações. Então, discute os processos cognitivos subjacentes que influenciam no produto da compreensão leitora como o reconhecimento de palavra, o conhecimento prévio, as memórias e a habilidade de expressão verbal. Na segunda parte, aborda métodos quantitativos e qualitativos de análise da leiturabilidade dos textos, bem como os fatores que devem ser levados em consideração quando da escolha do texto para compor as tarefas avaliativas da compreensão leitora. Por fim, conclui que, apesar dos progressos da pesquisa sobre leitura nas últimas décadas, a avaliação da compreensão leitora tem incorporado poucos desses avanços. Há uma lacuna em relação a estudos integrados capazes de promover a interface entre a pesquisa em leitura e a pesquisa em avaliação da compreensão leitora.
Palavras-chave: leitura; compreensão; cognição; leiturabilidade; avaliação.
Palavras-chave: leitura; compreensão; cognição; leiturabilidade; avaliação.
Para ler o artigo completo acessar: http://neuropsicolatina.org/index.php/Neuropsicologia_Latinoamericana/index
quarta-feira, 25 de março de 2015
Entrevista sobre leitura
Esta entrevista foi concedida pela Prof. Lucilene Bender de Sousa a uma aluna do Curso de Comunicação Social da UNISC no ano de 2014.
Como a leitura é vista atualmente?
Bem, depende
de quem olha. A leitura é vista de diversas formas por diferentes grupos
sociais e profissionais. Em geral, as pessoas restringem a noção de leitura aos
textos literários, jornais e revistas. Certamente, eles são importantes, mas
não podemos esquecer da funcionalidade da leitura em nosso cotidiano. Lemos o
nome das ruas, o guia telefônico, as bulas de remédio, as embalagens. Lemos e
escrevemos o tempo todo na internet, no celular, no tablete. A leitura é uma
necessidade, pois por meio dela participamos nas atividades sociais e temos
acesso ao conhecimento.
Quais são os benefícios para o aluno que
gosta de ler?
Os alunos que
gostam de ler melhoram seu raciocínio, sua memória e especialmente sua
linguagem. Aprendem vocabulário e novas estruturas sintáticas e discursivas,
como consequência, tornam-se leitores mais proficientes e passam a usar a
língua de forma mais correta e criativa. Além dos benefícios linguísticos, os
alunos que gostam de ler expandem seus horizontes, aumentam em muito seu
conhecimento de mundo e seu conhecimento próprio.
De que forma os livros auxiliam no
desenvolvimento da linguagem?
Os livros
contêm uma modalidade linguística diferente da oral. Não escrevemos da forma
que falamos. A escrita, portanto, não é uma simples tradução da fala. Os livros
nos ajudam a conhecer esta que para muitos é uma “língua estrangeira”, a língua
escrita: palavras novas, estruturas frasais mais complexas, recursos literários
como as figuras de linguagem, etc. Bons leitores normalmente são bons
escritores, pois conhecem as vastas possibilidades de uso da linguagem e são
impulsionados a inovar a partir de suas experiências.
A facilidade que cada aluno tem para o
aprendizado está relacionada com a quantidade de leitura que ele tem?
É bem possível
que sim, principalmente na fase de aprendizado da leitura. Gosta de ler quem
compreende o que lê. A dificuldade de compreensão certamente é um dos fatores
que afastam muitos da leitura.
Quais são os processos envolvidos na
construção de sentidos a partir da leitura?
Essa é uma das
perguntas centrais da ciência da leitura. A resposta depende do ponto de vista
teórico adotado. A construção de sentidos depende de dois processos
simultâneos: os ascendentes, da palavra para o tema, e os descendentes, do tema
para palavra. Os ascendentes iniciam com a decodificação, seguidos do
reconhecimento das palavras e da ativação dos seus significados. Os
descendentes envolvem a integração dos significados das palavras individuais ao
tema do texto, aos conhecimentos prévios e às hipóteses de leitura. À medida
que se lê, é preciso sintetizar os blocos de informações em ideias mais gerais
que vão sendo integradas progressivamente à representação mental do texto.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Ensino do léxico por meio da leitura mediada
Os anais do SIELP - Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa que aconteceu em 2014 em Uberlândia estão disponíveis online http://www.ileel.ufu.br/anaisdosielp/. Nele é possível encontrar os trabalhos completos apresentados no evento. Inclusive o que apresentamos:
Ensino do léxico por meio da leitura mediada
http://www.ileel.ufu.br/anaisdosielp/wp-content/uploads/2014/11/1156.pdf
Doutoranda Lucilene Bender de Sousai (PUCRS)
Prof. Dr. Rosângela Gabrielii (UNISC)
Resumo: Existe uma forte relação entre o conhecimento das palavras e a proficiência em leitura, o que vem sendo comprovado por inúmeras pesquisas. A leitura revela uma imensidão de palavras e possibilidades semânticas desconhecidas pelas crianças, inaugurando uma nova modalidade de interação e experiência com a língua materna. Constitui-se, assim, como um importante espaço de aprendizado de vocabulário porque apresenta as palavras em contextos significativos. Além de contribuir para a ampliação do conhecimento léxico-semântico, a leitura promove o desenvolvimento da atenção e consciência, possibilitando um movimento mais lento, de pensar a língua, integrar e compor as ideias expressas nas palavras. Neste trabalho, refletiremos sobre o uso da leitura mediada como caminho pedagógico para o ensino do léxico em língua materna e incremento da proficiência leitora. Primeiramente, explicaremos a natureza cognitiva da palavra e a importância de processos metacognitivos para o aprendizado lexical. Em seguida, descreveremos importantes estratégias de inferência lexical na leitura. Por fim, exploraremos de que forma a leitura mediada pode ser utilizada pelo professor no ensino de vocabulário. O uso desse recurso pedagógico tem a vantagem de ser de simples aplicação, pois não requer equipamentos ou investimentos, e permite ao professor trabalhar com dois pontos fundamentais para o aprendizado de palavras: a metacognição e as estratégias de inferência lexical. Além disso, a leitura mediada é agradável aos alunos, pois tem como essência a construção do conhecimento léxico-semântico por meio da interação em grupo. A leitura mediada tem potencial para gerar ampliação do léxico em língua materna e desenvolvimento na compreensão leitora, visto que tem como cerne o processo de pensar sobre a língua e seu uso coletivamente. Palavras-chave: ensino, léxico, leitura mediada, inferência, metacognição.
Ensino do léxico por meio da leitura mediada
http://www.ileel.ufu.br/anaisdosielp/wp-content/uploads/2014/11/1156.pdf
Doutoranda Lucilene Bender de Sousai (PUCRS)
Prof. Dr. Rosângela Gabrielii (UNISC)
Resumo: Existe uma forte relação entre o conhecimento das palavras e a proficiência em leitura, o que vem sendo comprovado por inúmeras pesquisas. A leitura revela uma imensidão de palavras e possibilidades semânticas desconhecidas pelas crianças, inaugurando uma nova modalidade de interação e experiência com a língua materna. Constitui-se, assim, como um importante espaço de aprendizado de vocabulário porque apresenta as palavras em contextos significativos. Além de contribuir para a ampliação do conhecimento léxico-semântico, a leitura promove o desenvolvimento da atenção e consciência, possibilitando um movimento mais lento, de pensar a língua, integrar e compor as ideias expressas nas palavras. Neste trabalho, refletiremos sobre o uso da leitura mediada como caminho pedagógico para o ensino do léxico em língua materna e incremento da proficiência leitora. Primeiramente, explicaremos a natureza cognitiva da palavra e a importância de processos metacognitivos para o aprendizado lexical. Em seguida, descreveremos importantes estratégias de inferência lexical na leitura. Por fim, exploraremos de que forma a leitura mediada pode ser utilizada pelo professor no ensino de vocabulário. O uso desse recurso pedagógico tem a vantagem de ser de simples aplicação, pois não requer equipamentos ou investimentos, e permite ao professor trabalhar com dois pontos fundamentais para o aprendizado de palavras: a metacognição e as estratégias de inferência lexical. Além disso, a leitura mediada é agradável aos alunos, pois tem como essência a construção do conhecimento léxico-semântico por meio da interação em grupo. A leitura mediada tem potencial para gerar ampliação do léxico em língua materna e desenvolvimento na compreensão leitora, visto que tem como cerne o processo de pensar sobre a língua e seu uso coletivamente. Palavras-chave: ensino, léxico, leitura mediada, inferência, metacognição.
domingo, 11 de janeiro de 2015
Retratos da leitura no Brasil
A pesquisa Retratos da leitura no Brasil foi aplicada pela terceira vez, em 2011, em âmbito nacional. Esse levantamento vem sendo promovido pelo Instituto Pró-Livro e pode ser encontrado no site http://prolivro.org.br/home/. A ideia é analisar indicadores que permitam orientar programas e projetos de inclusão cultural da população brasileira, além de identifi car fatores que levem à leitura e promovam o acesso ao livro em grande escala. Dentre os itens investigados estão o perfil do leitor brasileiro, dificuldades para ler, o que a leitura significa, interesse e motivação dos leitores, preferências de leitura, acesso a livros e bibliotecas, etc. Muito interessante!
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Aquisição lexical através da leitura
A maioria dos estudos sobre a aquisição lexical em língua materna interessa-se por
investigar os primeiros 5 anos de vida, já que ao final desse período as pesquisas
apontam que as crianças já dominaram a sintaxe, fonologia e morfologia da língua, além
de possuírem um extenso léxico (SCARPA, 2003). Poderíamos considerar que o
processo de aquisição da linguagem está concluído aos 5 anos? Se não, o que ocorre
com a aquisição da linguagem após o ingresso na vida escolar? De que forma o
aprendizado da leitura e da escrita interfere no processo de aquisição da linguagem em
andamento?
PARA LER MAIS ACESSE O ARTIGO (Aquisição lexical através da leitura) COMPLETO NOS ANAIS DO SIAL (SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM), http://ebooks.pucrs.br/edipucrs/anais/sial/2011/trabalhos.html
investigar os primeiros 5 anos de vida, já que ao final desse período as pesquisas
apontam que as crianças já dominaram a sintaxe, fonologia e morfologia da língua, além
de possuírem um extenso léxico (SCARPA, 2003). Poderíamos considerar que o
processo de aquisição da linguagem está concluído aos 5 anos? Se não, o que ocorre
com a aquisição da linguagem após o ingresso na vida escolar? De que forma o
aprendizado da leitura e da escrita interfere no processo de aquisição da linguagem em
andamento?
PARA LER MAIS ACESSE O ARTIGO (Aquisição lexical através da leitura) COMPLETO NOS ANAIS DO SIAL (SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM), http://ebooks.pucrs.br/edipucrs/anais/sial/2011/trabalhos.html
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